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Coletânea Casimiro João de Abreu

Atualizado: 28 de jun. de 2023

Abaixo segue os seus melhores poemas.



Governança, Gestão de Riscos e Controle Interno


Agora eu sei


Um anjo diz que eu vivo a vida de um amor profundo, o que é isso tudo?

Quem é você que habita todos os mundos por mim conhecidos?

Já sei! É algo não resolvido feito um brinquedo quebrao, não é?

Jogado nos porões da minha mente. Isso mesmo! Mas não era isso o que

eu queria? Não, não sei!

Agora tudo é muito estranho, absurdo, obtuso, dilacerante e, ao mesmo tempo,

apaixonante.

Vejo você passear na frente dos meus olhos de forma intangível, faiscante.

Apesar dessa concretude do cotidiano, absurdamente povoado desses seres

estranhos.

Pressinto a natureza do mundo ideal, mas sempre imaginário, irrealizável.

Aí, de novo um anjo, de novo você, a paz dentro de um redemoinho, e digo:

Sim, agora eu sei!


Minha Casa, o Vento e o Mar


Naqueles dias o céu ficava mais claro do que de costume. Umas nuvens rasgadas

os transpassavam ferozmente, atravessando sua imensidão admiravelmente

perturbadora.


O barulho das ondas na areia e na vegetação trazia um certo rumor nas almas

que por ali transitavam. Eram bruxas e bruxos, visagens e vozes mordazes e

ferinas a nos espreitar. Uns tiritavam, outros riam e zombavam para além do

horizonte.


Incrível! parecia que noutros tempos jamais tivera uma visão assim. O vento nas

janelas uivava com fúria amedrontadora e, ao mesmo tempo, fina. Batia forte

e o sono dele embalava o barulho de tudo vivo lá fora. A tarde continuava a cair

melancólica e misteriosamente linda. Até a escuridão tomar aquele mundo, tudo

corria assim, cada vez mais devagar e de forma mais encantadora.








 
 
 

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